O sérum e o hidratante partilham o objetivo de uma pele mais saudável, mas a lógica de formulação de cada um é inteiramente diferente. Compreender estas diferenças explica por que motivo nenhum dos produtos substitui o outro e por que razão a ordem de aplicação é importante.
Textura e Acabamento
Os séruns são geralmente líquidos leves, de rápida absorção. O acabamento não oleoso é intencional; permite que o passo seguinte, habitualmente um hidratante ou protetor solar, seja aplicado de forma uniforme por cima. Os hidratantes são mais espessos por definição, formulados com emulsionantes e agentes filmogénicos que criam uma sensação protetora na pele. Alguns hidratantes deixam, de facto, um acabamento oleoso, algo a ter em conta num ritual matinal.
Foco nos Ingredientes Ativos
Os séruns apresentam a mais elevada concentração de ingredientes ativos em qualquer ritual. Antioxidantes como o GSM10®, ativos antienvelhecimento como o ProGR3®, niacinamida, péptidos e ácido hialurónico são próprios dos séruns. Os hidratantes também contêm ativos, mas em concentrações mais baixas, uma vez que a formulação privilegia a função de barreira em detrimento de um tratamento direcionado. Um sérum é uma ferramenta de precisão; um hidratante é uma camada de manutenção.
Absorção e Eficácia
O reduzido tamanho molecular dos ingredientes dos séruns permite uma absorção mais rápida e profunda, sendo esta uma das razões pelas quais os ativos de elevada concentração são geralmente formulados em séruns e não em cremes. Os hidratantes são absorvidos mais lentamente e atuam sobretudo à superfície, precisamente aquilo de que a pele necessita para reter a hidratação depois de um sérum ter fornecido os seus ativos.